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Página Inicial > AEPE recebe palestrante internacional para falar sobre Nutrição para Avestruzes
Evento inclui tradução simultânea e participação gratuita para criadores de todo o Estado e outras localidades do Brasil
Enquanto os criadores de avestruz se preparam para escoar comercialmente a produção, sugestões e novas alternativas na alimentação dos avestruzes se fazem necessárias. Isso porque um dos maiores desafios para os criadores atualmente é o custo de manutenção das aves, principalmente, com a alimentação e nutrição. Pensando nisso a AEPE – Associação dos Empreendedores Paulistas da Estrutiocultura vai receber no próximo dia 20, em Campinas, em evento especial, o palestrante internacional, Fanus Cilliers, pesquisador pioneiro, com vários prêmios recebidos em projetos relacionados a nutrição dos avestruzes e diretor de uma das maiores empresas que se dedicam à consultoria, fornecimento de produtos nutricionais para as aves, além da pesquisa específica-dirigida.
O evento que será realizado no Hotel Nacional Inn, localizado no Jardim do Trevo, em Campinas e terá início a partir das 8:30 horas, com o cadastramento dos participantes. A oportunidade, que promete reunir mais uma vez, criadores de avestruz de diversas localidades do interior do Estado, líder na criação de avestruzes com mais de 90 mil aves, está sendo organizada pela AEPE e tem o apoio da Guabi - fabricante de rações.
Com entrada franca, a palestra é aberta à participação livre de criadores de avestruz, empreendedores da estrutiocultura e demais interessados, que tenham alguma afinidade ou atuação relacionada ao segmento. Não é necessário ser associado da AEPE para participar do evento, mas a reserva de vagas deve ser feita por e-mail: analucia@aepe.com.br, com nome do criatório e localização, ou em caso de pessoa física, área de atuação e dados pessoais, além de telefone para contato. O evento contará também com tradução simultânea, coffee-breaks e almoço para os participantes e convidados.
O quê o evento tem em comum com o atual momento vivido pelo setor
Próximo a sediar um dos maiores eventos da Estrutiocultura Mundial e Nacional, junto ao XIIII World Ostrich Congress, o Estado de São Paulo e os seus mais de 600 criadores de avestruz vivem um momento de apreensão e muitas expectativas. Parcerias, sociedades e união marcam a atualidade da estrutiocultura onde os primeiros abates passam a ser realizados além da característica experimental. Vários associados da AEPE já se juntam e somam forças para que o abate, em escala comercial e industrial, se torne rapidamente uma realidade, a custos reduzidos, quer seja pela terceirização, ou pela possível construção de novos abatedouros e frigoríficos distribuídos pelo Estado.
O momento é de redução de custos, em especial, à alimentação. Até porque muitos criadores da ave procuram se adaptar a padrões e normas exigidos para a exportação, principalmente da carne e também dos muitos outros produtos derivados da ave. Muitos criadores e associados da AEPE já conseguiram inovações pioneiras no setor e estão a frente, ou a um passo da exportação. É o caso do criador da Betel Avestruzes, Valmir Brustolim, que com propriedade situada em Cosmópolis, já tem certificações inéditas no segmento, como a ISO 9001 – de Qualidade e ISO 14001- de Gestão Ambiental, além da fase de implantação do ISO 22000 – de Segurança Alimentar. Também é o caso pioneiro dos criadores da Fazenda Sta. Martha, já com abates e marca própria da carne da ave, em Presidente Prudente. O caso também do grupo Avestro, de Araçatuba, interior paulista, com selo de qualidade já garantido para a carne da marca além de estendê-lo para todas as cinco fazendas asssociadas ao grupo.
Com relacionamento mais afinado e maior proximidade ao MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os criadores de avestruz também já estão mais preparados para atender as normas e padrões ao licenciamento exigido aos criatórios, para o criador que realmente deseja continuar na criação e fazendo da atividade, um segmento profissional e comercial. Outras medidas necessárias entre estrutiocultores e Governos, federal e estadual, também estão sendo providenciadas em conjunto como, os estudos para padronização do abate e corte comercial das carnes, para garantir a sanidade animal e ainda para rastreamento de tal produção e criação.
Na opinião do presidente da AEPE, Júlio Cabrino, estas e as futurastomadas de decisões no setor devem garantir o início do abastecimento interno, a preços mais reduzidos, e também do externo junto a carne de avestruz, a partir dos próximos dois anos, mas com ênfase ao início de muitos trabalhos que já se iniciaram e de outros com previsão de início imediato.“Acredito que a decolagem seja mais rápida junto a produção brasileira, além de novas alternativas para o setor, a partir dos embutidos cárneos. Também acredito que neste momento atual, que recebe o resultado e conclusão de pelo menos três anos de trabalho anteriores, que o setor esteja a frente de uma profissionalização jamais vista na estrutiocultura do Brasil e de avanços pioneiros e significativos, principalmente, para o exterior”, completa Cabrino.
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